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EUA reformam lei de patentes após 60 anos

Mudança aproxima legislação americana da do restante do mundo

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, sancionou na sexta-feira, 17 de setembro, a maior reforma da legislação de patentes do país desde o início da década de 50. A nova lei alinha o sistema americano ao das demais nações industrializadas, passando a dar prioridade, na hora de garantir os direitos de propriedade intelectual, à primeira pessoa que apresentar um pedido válido de registro de patente.

Lei contém uma provisão de "porto seguro" para resguardar direitos de pesquisadores acadêmicos Até agora, a lei americana seguia o princípio do “primeiro a inventar”, concedendo o direito de propriedade a quem conseguisse provar ter sido o criador do invento, independentemente da data de pedido da patente.

A lei brasileira de patentes, de 1996, por exemplo, já segue o padrão internacional, determinado que “se dois ou mais autores tiverem realizado a mesma invenção (...) o direito de obter patente será assegurado àquele que provar o depósito mais antigo, independentemente das datas de invenção ou criação.”

Reportagem publicada na última semana pela revista Science, antecipando a sanção da lei pelo presidente, destacava que grandes empresas e universidades mostravam-se entusiasmadas com a mudança. Seis grandes grupos universitários manifestaram-se afirmando que a reforma “permitirá que os inventores americanos, nas universidades e em outros lugares, compitam de modo mais eficaz no mercado global”.

O presidente Obama, citado pela agência de notícias Associated Press, disse que o objetivo da nova lei é facilitar a entrada de novos produtos no mercado. “Não podemos mais nos dar ao luxo de arrastar aos pés”, declarou, pondo ênfase no potencial gerador de empregos da legislação de propriedade intelectual.

Fonte: http://www.inovacao.unicamp.br/noticia.php?id=1054

 

 

 

 

 

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