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Sustentável 2011 aquece debates
Em 1992, o único empresário a discursar na Conferência da ONU sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, que ficou conhecida por Eco 92, realizada no Rio de Janeiro, foi o suíço Stephan Schmidheiny. Se, na ocasião, a participação do setor privado foi restrita, vinte anos depois espera-se maior interesse e mobilização já que empresas de diversos setores e países vêm discutindo, desde o ano passado, o que apresentarão na Rio+20 ou Conferência das Nações Unidas em Desenvolvimento Sustentável. Mas elas também vão ao evento em busca de diretrizes para transitarem seus negócios para uma economia inclusiva e limpa de emissões. O 4º Congresso Internacional sobre Desenvolvimento Sustentável, ou Sustentável 2011, realizado na semana passada, foi um dos eventos preparatórios para a Conferência da ONU no ano que vem. Organizado pelo CEBDS - Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável*, contou com a participação de cerca de mil pessoas - 60% delas do setor empresarial -, incluindo quinze presidentes de grandes empresas e alguns especialistas no tema. A seguir, os pontos de destaque no encontro. TRANSPARÊNCIAUm dos primeiros passos para que uma empresa - ou mesmo o governo de uma cidade ou Estado - estabeleça seu plano de redução de emissões de poluentes é contabilizá-las e reportá-las. A transparência dessas informações é a ferramenta que o consumidor, cada vez mais preocupado com questões ambientais, precisa para tomar suas decisões de compra. O mesmo ocorre com os investidores. "Quando as empresas reportam suas emissões ao mercado, os consumidores e os investidores podem fazer melhor as suas escolhas. Essas decisões vão nos ajudar na transição para a economia verde", afirmou Ernst Ligteringen, presidente executivo da GRI - Global Reporting Initiative, durante uma das plenárias. Brice Lalonde, diretor executivo da ONU para a Rio + 20, também destacou a transparência como um grande progresso. Ele citou uma convenção do continente europeu que exige que, os Estados que concordam com ela, publiquem informações relativas ao meio ambiente a todos os seus cidadãos. Quando os governos tomam decisões sobre uma nova lei, por exemplo, os cidadãos também devem ser consultados e opinar. "Claro que seria muito melhor ter um regime internacional semelhante, mas o problema é que a governança internacional é muito fraca. Para ser mais forte, os cidadãos de cada país devem controlar o comportamento de seus governantes", sugeriu. GOVERNOUm dos suportes que as empresas esperam ter para entrar na economia verde viria do governo. Por conta do que foi discutido no Sustentável 2011, a Rio+20 deverá abordar como os setores público e privado irão atuar em conjunto no desenvolvimento de uma nova economia.
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